HISTÓRIA
DE MOCOCA
A
cidade de Mococa localiza-se no nordeste do Estado de São Paulo,
segundo consta em fontes históricas. No cerne do período
Republicano: O povoado, até então conhecido como São
Sebastião da Boa Vista, em meados de 1840, passa em 1857 a ser
considerada Freguesia. Em 1871, Vila, e somente em 1875 veio a ser considerada
cidade oficialmente.
O nome vem da seguinte designação: Mu – pequeno;
Co - esteio e Oca - casa, resultando daí a expressão Mucoca
- casa de pequeno esteio. Em 1842, foi implantada a primeira lavoura
de café, vindo a gerar cidades e citadinos. O que impossibilita
pensar em café sem escravos, estes advindos da África
para suprirem a mão-de-obra nos cafezais. Após 1888, data
da abolição da escravatura, se faz necessária a
substituição de mão-de-obra escrava.
Eis que a cidade passa a receber uma massa de imigrantes, em sua esmagadora
maioria de Italianos, cerca de 9.000 e em menor escala também
de alemães, austríacos, espanhóis, portugueses
e libaneses, para essa substituição da mão-de-obra.
Como resultado, houve uma fusão cultural e cosmopolita em pleno
“sertão do pardo”, período este conhecido
como a Belle époque caipira, qualificando Mococa como uma das
principais cidades produtoras do melhor café do Brasil.
A florada civilizadora do café passa a dar origem à última
aristocracia (os fazendeiros de café), tornando-os a elite social
brasileira.
Pois entre 1914 e 1918, período da Primeira Guerra Mundial, ocorre
à desorganização do comércio internacional,
desestruturando a economia cafeeira devido à retração
dos mercados consumidores. A partir deste período os fazendeiros
passam investir na criação de gado de leite. Em 1932,
a cidade passa a ser Front da Revolução constitucionalista
no conflito entre mineiros e paulistas.
Terra esta berço do escultor Bruno Giorgi, e do comediante Rogério
Cardoso. Tendo com atrações turísticas o centro
histórico, diversas igrejas, museus e casa de cultura, turismo
rural e turismo de eventos: esportivos troféu Chico Piscina e
Kim Mollo, de eventos como a Semana Universitária Mocoquense.
Gustavo de Souza Pinto (Bacharel, licenciado e Pós-graduado em
História. UNESP-Franca)
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